terça-feira, 14 de maio de 2013

Alex: um craque "à moda antiga"

O termo “craque à moda antiga” traz à cabeça grandes nomes tais como: Pelé, Garrincha, Zico...

A vida levada por eles, naquela época, era totalmente diferente do ritmo de vida de nossos atuais jogadores. Antigamente, se tinha 10 craques em um só time e todos conseguiam, de forma tranquila, jogar em prol do clube, sem qualquer vaidade ou arrogância.

Considero Alex, jogador do Coritiba, um craque “à moda antiga”. Quando ele saiu do clube paranaense, aos 19 anos, foi para o Palmeiras como uma grande promessa. E não fez por menos. Com um futebol refinado e clássico, em pouco tempo Alex já era o ídolo da torcida palmeirense, a ponto de trazer à lembrança grandes craques que vestiram a camisa 10 do clube, como Ademir da Guia.



Durante a sua carreira, Alex sempre se destacou pelo que fez dentro de campo. Foi jogar na Turquia, pelo Fenerbahçe, onde marcou 185 gols e conquistou seis títulos: três Campeonatos Turcos, duas Supercopas do país e uma Copa da Turquia. Após oito anos de clube, o jogador era ídolo da torcida turca e se despediu emocionado, na inauguração de uma estátua em sua homenagem, no dia 15 de setembro de 2012.

O seu retorno ao Brasil trouxe alvoroço entre os clubes brasileiros. Todos sonhavam em contratar o meia como reforço, com direito a campanha da torcida do Cruzeiro que relembra até hoje, com carinho, a conquista da Tríplice Coroa em 2003, quando o clube mineiro conquistou na mesma temporada o campeonato mineiro, Brasileirão e Copa do Brasil, tendo Alex como o comandante do time.

Mas, em 17/10/2012, Alex anunciou o seu retorno ao Coritiba, clube que o revelou e pelo qual o jogador nunca escondeu ser torcedor desde criança. Discreto e tímido, como sempre, Alex foi recebido, na ocasião, com muita festa pela torcida coxa branca no Couto Pereira.

Domingo passado, o meia conquistou seu primeiro título pelo clube, o Tetra Campeonato Paranaense de 2013, sendo o artilheiro da competição com 15 gols. Ao falar da torcida, em uma de suas entrevistas, ele não hesitou em afirmar que “era um deles, mas que tinha o privilégio de estar em campo”.
 
Privilégio que, em minha opinião, é do torcedor coxa branca.

Antigamente, os craques vestiam a camisa dos clubes por amor. Eram torcedores que saíam da arquibancada (ou da geral) e davam o sangue pelo time e pelos seus companheiros com muita dedicação e garra.

E Alex, não é diferente.


Quando ele decidiu voltar ao Coritiba, ano passado, não restam dúvidas que levou em consideração o respeito pelo clube que o revelou. Dentre tantas propostas ele preferiu, simplesmente, ser um craque “à moda antiga”.
 
E é por isso que o privilégio, neste caso, não é dele; é de todo torcedor brasileiro que tem a oportunidade de presenciar a volta de um craque para casa. Ou melhor, para a SUA casa.


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